Anton Szandor LaVey
1930 - 1997

Pouco depois do seu nascimento, a família de Anton decide deixar Chicago e mudar-se para a baía de S. Francisco. Em criança, o jovem Anton adorava ler tudo o que tivesse a ver com o sobrenatural e o oculto - incluindo “Frankenstein” de Mary Shelly, “Dracula” de Bram Stoker, e a popular revista “Weird Tales”.
O interesse de Anton pelo lado obscuro da vida foi ainda mais
alimentado pela sua avó Cigana, Luba Koltan, que lhe contou histórias e
superstições sobre vampiros e magia negra que aprendeu na sua terra
natal, Transilvânia.
Depois do começo da 2.ª Guerra Mundial, Anton fascinou-se com os
manuais militares e os catálogos de armas. Rapidamente descobriu que se
alguém assim o quisesse poderia comprar armas e munições suficientes
para criar o seu próprio exército. Isto levou a que Anton percebesse
que os fracos nunca podiam herdar a Terra, só os fortes sobreviveriam.
Anos mais tarde, em 1945, um dos tios de LaVey foi contratado para
ser Engenheiro Civil no Exército, na Alemanha. Devido ao seu tio ter um
visa extra Anton pôde viajar para a Alemanha com ele. Lá, pôde ver
filmes de terror Nazis confiscados, dos quais tinha recebido a
informação de que continham partes de rituais da Black Order of Satan,
que fazia parte do Terceiro Reich (?).
Por esta altura, Anton já tinha descoberto outro dos seus muitos
talentos: a música. Na prematura idade de cinco anos, os pais de Anton
descobriram o seu talento quando ele numa loja de música tocou uma
harmonia numa harpa. Mais tarde, aprendeu a tocar muitos instrumentos,
incluindo o violino. Aos 10 anos aprendeu auto-didacticamente a tocar
piano, e aos 15 já era o segundo oboísta na Orquestra Sinfónica de
Ballet de San Francisco.
Em 1947, LaVey decidiu deixar a escola e juntar-se ao Circo Clyde
Beatty. Lá, foi empregue como estivador e guarda de jaulas; a pessoa
responsável por alimentar os grandes felinos. Anton rapidamente
desenvolveu uma relação com os animais e começou a aprender todos os
truques da matéria, como o uso do chicote, stick, revolver e cadeira.
Não muito tempo depois, Anton tornou-se domador de oito Leões Nubianos
e quatro Tigres de Benguela, numa jaula, todos juntos.
Uma noite, enquanto trabalhava no circo, o tocador de calliope
habitual embebedou-se e não podia actuar. LaVey voluntariou-se para o
seu lugar e foi um sucesso tão grande que se tornou no tocador de
calliope oficial do Circo Beatty.
Quando a temporada do circo acabou em Outubro de 1947, LaVey viu-se
desempregado. Seguindo o conselho de alguns dos seus colegas de circo,
Anton decidiu procurar trabalho numa feira. Devido aos seus talentos
musicais, rapidamente conseguiu emprego tanto a tocar calliope, como
órgão Wurlitzer e até mesmo Hammond. Entretanto LaVey passou a tocar em
shows de strip femininos nas noites de sábado e aos domingos de manhã,
em tendas, para espectáculos religiosos. Foi aqui que ele descobriu em
primeira mão a hipocrisia presente na Igreja Cristã. Anton foi citado
muitas vezes dizendo que ao sábado à noite via os homens desejando as
mulheres semi-nuas na feira, e na manhã seguinte via os mesmos homens
na missa, com as suas famílias, pedindo a Deus que perdoassem os seus
pecados libidinosos, vendo de novo no fim de semana seguinte as mesmas
pessoas no show de strip.
Enquanto trabalhava na feira, Anton também aprendeu os segredos das
videntes místicas, das leituras da palma da mão ciganas, das
astrólogas, mágicos de palco, e hipnotizadores.
A temporada da feira rapidamente acabou, e LaVey, mais uma vez,
viu-se desempregado. Encontrou depois, trabalho em casas burlescas e
clubes nocturnos, como tocador de órgão, dentro e na periferia de Los
Angeles. Uma noite, enquanto trabalhava no Clube Mayan, conheceu uma
actriz que tinha conseguido trabalho como bailarina. Essa actriz era
Marilyn Monroe, e ela e Anton vieram a viver um caso amoroso cheio de
paixão. Apesar da relação apenas ter durado algumas semanas, deixou no
LaVey de 18 anos uma marca muito forte. Anos mais tarde, uma das posses
de Anton mais orgulhosas era um calendário de Marilyn nua, onde ela
tinha assinado: "Caro Tony, Quantas vezes tu viste isto! Com amor,
Marilyn".
Após o fim da sua relação com Marilyn, Anton decidiu mudar-se para
São Francisco. Lá, continuou a tocar orgão para vários shows de strip e
reuniões só para homens. Também conseguiu trabalho como fotógrafo na
Paramount Photo Sales, onde tirou fotografias a mulheres em várias
fases de stripping.
Quando a Guerra Coreana começou, Anton reparou na possibilidade de
ser arrastado para o exército. Por isso, em 1949, de modo a poder
evitar este possível dilema, LaVey inscreveu-se na Faculdade de São
Francisco, no curso de Criminologia, mesmo sem nunca sequer ter acabado
o secundário.
Algum tempo depois LaVey conheceu Carole Lansing num parque de
diversões na praia de San Francisco. Os pais de Carole de início
estavam desconfiados das intensões de Anton, mas rapidamente se
habituaram a ele e deram permissão para os dois se casarem.
Anton e Carole casam em 1951 e um ano depois nasce a primeira filha de LaVey, Karla Maritza LaVey.
De modo a poder sustentar a sua família, LaVey decidiu usar os seus
talentos de fotografia e a sua educação em Criminologia para conseguir
trabalho como fotógrafo na Polícia de São Francisco. Aqui, Anton está
de novo exposto ao pior lado da natureza humana, tirando fotografias de
assassinatos brutais, acidentes de automóveis, suicídios macabros,
incendios, explosões, e outras coisas mais. Depois de um par de anos no
terreno, foi dada a LaVey a responsabilidade adicional de tomar conta
das "chamadas 800", que era o código para as chamadas estranhas. Ele
investigava de tudo, desde visões de OVNIs a relatos de fantasmas,
casas assombradas, e tudo o resto que pertencesse ao sobrenatural. Nos
anos seguintes Anton ganhou uma grande reputação como um dos primeiros
"caça-fantasmas" da nação.
Em 1955, LaVey cansou-se da Polícia e decidiu deixá-la de modo a
ter mais tempo para se concentrar nas Arte Negras. Tornou-se exorcista
e hipnotizador, fortalecendo os seus ganhos tocando órgão. Mudou-se
também com a sua família para um apartamento perto da praia. Foi nessa
altura que Anton recebeu o seu primeiro animal de estimação - um
leopardo negro de dez semanas, chamado Zoltan. LaVey costumava levar
Zoltan a passear na praia, onde era certo o par excêntrico assustar os
pedestres que ali passeavam.
LaVey começou também a receber a imprensa devido às suas práticas
singulares e estranho animal de estimação. Ele atraiu muitas
personalidades invulgares, juntamente com os seus amigos únicos que fez
durante os seus anos de circo e feiras. Quando os rumores sobre o que
estava exactamente a acontecer dentro das paredes da sua casa se
começaram a espalhar, Anton decidiu mais uma vez que precisava de
mudar-se. Na altura desejava uma casa grande longe dos seus vizinhos
curiosos, que pudesse decorar e fazer à sua imagem. Anton conseguiu tal
lugar na Rua California 6114, o lugar da infame "Black House", onde
LaVey morou até à sua morte em 1997.
Depois de se mudar para a sua nova casa, LaVey rapidamente
encontrou um novo emprego tocando órgão Wurlitzer no clube Lost
Weekend. Também foi contratado para tocar o maior órgão do mundo no
Auditório Cívico de San Francisco. Devido à sua extrema perícia com o
instrumento, Anton foi nomeado para organista oficial da cidade de São
Francisco, tocando em várias convenções e muitos eventos culturais e
desportivos.
Foi também por volta desta altura que LaVey começou a ganhar a
reputação de ser o Mágico de Artes Negras de São Francisco. Juntamente
com as quatro festas que LaVey fazia todos os anos (Ano Novo,
Walpurgisnacht, Solstício de Verão, e Halloween), a Black House era
também o lugar de encontro para as reuniões sociais informais que Anton
criou. Formado por colegas do circo, amigos das feiras, antigos colegas
da Polícia, excêntricos ricos, e iconoclastas literários, o "Círculo
Mágico" (Magic Circle) de LaVey, como ele lhe chamava, levava a cabo
debates e palestras sobre o Oculto, Magia, encantamentos, rituais,
feitiçaria, lobisomens, vampiros, zombies, homúnculos, casas
assombradas, PES (Percepção Extra Sensorial), teorias sexuais, e
métodos de tortura. Anos mais tarde, LaVey abriu estas reuniões ao
público, cobrando $2,50 por pessoa, a quem quisesse ouvir as suas
palestras e tomar parte dos seus rituais formais. O Círculo Mágico foi
o primeiro passo para o que hoje é a Church of Satan (Igreja de Satan).
Anton ainda tocava órgão várias noites por semana de modo a ganhar
algum dinheiro extra. Numa noite de domingo, em 1959, enquanto LaVey
tocava na Mori's Point, uma jovem, linda, loura, de nome Diane Hegarty
entrou no clube. Houve uma ligação imediata entre Diane e Anton, e
durante os meses seguintes eles começaram a ver-se o maior número de
vezes possíveis. No ano seguinte, 1960, Anton e Carole divorciaram-se;
e em 1961 Diane não só se tornou na nova esposa de LaVey como também se
tornou na anfitriã do Círculo Mágico. Em 1963 Diane deu à luz a segunda
filha de Anton: Zeena Galatea LaVey.
Infelizmente, nessa altura, o seu companheiro de longa data Zoltan
morreu atropelado por um carro. No entanto, pouco tempo depois Anton
recebeu um novo animal de estimação: um leão nubiano que ele chamou de
Togare. O Togare viveu na Casa Negra (Black House) por muitos anos com
o resto da família LaVey. Foi durante essa altura que ele foi a
atracção de um programa de televisão local chamado "The Brother Buzz
Show". Mas depois de muitas queixas e até petições de vizinhos, Anton
foi forçado a doar Togare ao Zoo de S. Francisco.
Além do Círculo Mágico, LaVey também criou "Witches Workshops",
para ensinar às mulheres todos os métodos de feitiçaria, e a "The Order
of the Trapezoid" (A Ordem do Trapezóide) que era um grupo de magos
que, juntamente com o "Council of Nine" (Conselho dos Nove), veio a
formar a administração da Church of Satan.
Na noite de Walpurgisnacht, 30 de Abril de 1966, Anton Szandor
LaVey cerimoniosamente rapou a sua cabeça, na tradição dos Yezidi, como
parte de um ritual que estabeleceu a primeira organização da religião
satânica: a Church of Satan. LaVey também declarou o ano 1966 como
sendo o I Ano Satanas - o primeiro ano do reino de Satan.
Apesar de terem existido muitos grupos "underground", como o Hell
Fire Club e o Abbey of Thelema, que praticavam os mesmos princípios de
LaVey, o nascimento da Church of Satan, que foi a primeira religião
organizada, dedicada às filosofias satânicas, foi pública e
publicitada.
No espaço de um ano, a Church of Satan recebeu um reconhecimento a
nível mundial, devido à cobertura mundial de muitos dos seus eventos.
Muitos dos primeiros artigos sobre as "Missas Negras" semanais,
apareciam em várias revistas dedicadas ao leitor masculino, devido à
Church of Satan usar constantemente uma mulher nua como altar, nos seus
rituais. No entanto, no dia 1 de Fevereiro de 1967 a Church of Satan
apanhou o mundo de surpresa quando repórteres de todo o mundo
juntaram-se em San Francisco para cobrirem o casamento satânico de John
Raymond, um jornalista político, com Judith Case, a filha de um
conhecido advogado de Nova York. Apesar de este não ser o primeiro
casamento satânico a ser feito por Anton LaVey, a fama de John e Judith
virem de uma boa família despertou interesse suficiente para o
casamento se tornar no evento de San Francisco mais famoso de sempre,
maior ainda que a inauguração da Golden Gate Bridge. Os artigos
seguintes tornaram LaVey no "Papa Negro".
Uns meses mais tarde, no dia 23 de Maio de 1967, LaVey achou que
era tempo de mostrar ao mundo que o Satanismo não tinha nada a ver com
sacrifícios de crianças, conduzindo o primeiro baptismo satânico da sua
filha Zeena. Os jornalistas e fotógrafos começaram a fazer fila à porta
da Black House tão cedo como 15 horas antes da cerimónia, de modo a
conseguirem boas fotografias da menina de 3 anos que estava vestida num
robe vermelho vivo completado com o seu medalhão com um Baphomet.
Quando o ritual começou a jovem Zeena sentava-se sorridente enquanto o
seu pai começava a recitar uma invocação poderosa que veio mais tarde a
ser incluída no livro "Satanic Rituals". Ela adorou toda a atenção que
recebeu dos fotógrafos que estavam cativados pela ideia de tanta
inocência ser dedicada a Satan.
Em Dezembro de 1967, a Sra. Edward Olsen abordou LaVey com o
intuito de lhe perguntar se ele conduziria um funeral para o seu
marido, um oficial Naval que tinha sido recentemente vítima de um
acidente de automóvel. Apesar dos oficiais Navais terem algumas dúvidas
sobre a ideia, acabaram por aceder ao pedido da Sra. Olsen. No funeral,
soldados fardados alinharam com Satanistas de túnica negra; e quando o
ritual acabou, os guardas Navais dispararam três salvas seguidos de
gritos de "Hail Satan! Hail Edward!". Depois deste evento, o Satanismo
foi incluido no Chaplain's Handbook das Forças Armadas, passando a ser
uma religião reconhecida.
No Outono de 1966, a bomba loura de Hollywood, Jayne Mansfield
ouviu reportagens desta nova Igreja dedicada a Satan e conheceu o Papa
Negro em pessoa. Anton e Jayne entenderam-se imediatamente, e ela
rapidamente tornou-se num membro activo e mais tarde numa Sacerdotisa
da Church of Satan. No entanto, o namorado/advogado de Jayne, Sam
Brody, apercebeu-se que ela estava a apaixonar-se por Anton LaVey.
Brody passou então a causar o máximo de problemas possíveis a Jayne e
Anton, o que levou LaVey a pôr uma poderosa maldição nele. LaVey avisou
Jayne que ela estava em perigo constante sempre que estava com Brody.
Infelizmente Jayne não deu ouvidos a Anton, e a 19 de Junho de
1967, enquanto viajava para Nova Orleans com Sam Brody, o carro que
conduziam acidentou-se contra um camião tanque, vitimando ambos. LaVey
estava na altura em casa, em San Francisco, a recortar fotografias de
uma revista quando reparou que no lado oposto de um recorte tinha
cortado uma fotografia de Jayne ao longo do pescoço. Uns minutos depois
recebeu uma chamada informando-o que Jayne tinha falecido quase
completamente decapitada, num acidente de automóvel.
Esta não foi a única envolvência da Igreja com Hollywood. Em 1968
LaVey fez o papel de Demónio na obra-prima de Roman Polanski: "A
Semente do Diabo" (Rosemary's Baby). Além de actuar, LaVey foi
conselheiro técnico e participou em eventos promocionais para o filme.
Ao longo dos anos houve um número de membros ligados a Hollywood, como
Sammy Davis Jr. e Marilyn Manson.
Em 1969 o número de membros já tinha crescido para 10 mil membros
no mundo todo, e LaVey decidiu que estava na altura de publicar o seu
maior, mais diabólico, e mais blasfemo trabalho de sempre: "The Satanic
Bible" (A Bíblia Satânica). Este livro tornou-se no pilar da Church of
Satan daí para a frente. Seguiram-se "The Compleat Witch" em 1970 (mais
tarde revisto e re-editado sob o nome "The Satanic Witch") e em 1972:
"The Satanic Rituals".
Nesta altura a Church of Satan já tinha estabelecido Grottos por
todo o mundo e LaVey tentou fazer visitas papais a todos eles, conforme
podia. Mas devido às constantes ameaças e agressões que recebia de
terceiros, e problemas de segurança para si e para a sua família, LaVey
achou que devia cortar com as relações públicas e por volta de 1970
todas as palestras e rituais públicos conduzidos por LaVey deixaram de
existir. Depois, em 1972, todas as cerimónias semanais realizadas na
Black House cessaram também. A organização e realização de actividades
satânicas passou a ser responsabilidade dos Grottos, enquanto que o
Grotto Central passou apenas a visionar, aprovar e guiar os membros
activos da Church of Satan.
A Church of Satan passou por uma vasta reorganização. LaVey queria
que a sua organização se tornasse num cabal "underground" em vez de um
Clube de Pen Pal satânico. Mas ao por um alto nas actividades públicas,
LaVey levou à alienação de pequeno número de apoiantes. Isto levou a um
pequeno cismar em 1975, quando o nº 1 do Grotto de Louisville, KY,
Michael Aquino, juntamente com os seus devotos, separaram-se da Church
of Satan e formaram uma nova religião e organização chamada Temple of
Set.
Enquanto o número de membros da Church of Satan continou a crescer
durante os anos 70 e 80, LaVey continou um recluso virtual, raramente
dando entrevistas ou aparecendo em público. Ele praticamente contactava
com os amigos através do Boletim Informativo oficial da Church of
Satan: "The Cloven Hoof". Quando a "Cloven Hoof" deixou de ser
publicada em 1988, outras revistas satânicas como "The Black Flame"
pegaram no que a Cloven Hoof deixou.
Diane Hegarty administrou a Church of Satan, como Suma Sacerdotisa
(High Priestess) desde 1966 até a sua separação de Anton em 1984. De
1985 a 1990, a filha mais nova de LaVey, Zeena, tomou o lugar da sua
mãe como Suma Sacerdotisa. Quando Zeena deixou a sua posição e a Church
of Satan em 1990, LaVey apontou Blanche Barton, a sua nova companheira
e secretária, para a posição vaga.
Blanche subsequentemente escreveu e publicou dois livros em 1990. Um
foi "The Church of Satan", que detalhava a história da Church of Satan
e o segundo foi "The Secret Life of a Satanist", a biografia autorizada
de Anton LaVey. Após a publicação dos livros de Blanche Barton, LaVey
publicou então o seu primeiro livro no espaço de 20 anos: "The Devil's
Notebook", uma colecção de textos e dissertações que tinha vindo a
escrever desde os anos 70. No ano seguinte, em 1993, nasceu Satan
Xerxes Carnacki LaVey, o primeiro filho varão de LaVey e de Blanche
Barton.
Infelizmente, a 29 de Outubro de 1997, o grande líder da Church of
Satan e Papa Negro, Anton Szandor LaVey perece devido a um edema
pulmonar no Hospital de St. Mary, depois de anos de problemas
cardíacos. Dias antes do seu falecimento, LaVey tinha acabado o seu
trabalho para o livro "Satan Speaks!". Foi publicado no ano seguinte,
prefaciado por Marilyn Manson e com uma introdução por Blanche Barton.
Apesar de documentos perfeitamente legíveis e assinados à mão por
Anton LaVey, indicando o seu filho Xerxes como sendo o seu herdeiro e
Blanche Barton como sendo a High Priestess, Blanche acordou trabalhar
em parceria com a filha mais velha de Anton, Karla, de modo a preservar
o seu legado. Barton até chegou ao ponto de oferecer a Karla a posição
de Co-High Priestess. Karla de início aceitou mas mais tarde proclamou
ser a única líder da Church of Satan.
Este conflito tornou-se num processo jurídico que resultou num
acordo entre Blanche Barton, Karla LaVey e Zeena (LaVey) Schreck, onde
Blanche aceitou abdicar dos direitos únicos que Xerxes tinha sobre a
herança de LaVey em troca da posição única na liderança da Church of
Satan.
Fonte: Associação Portuguesa de Satanismo
