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A Estratégia dos Débeis

Manual do Satanista

Este é um artigo sobre A Estratégia dos Débeis, após sua leitura conheça nossa loja virtual.

- o fraco arrependido.-

“PERDOAR v. Construir alicerces para uma ofensa futura.” - Birce Ambrose, O Dicionário do Diabo.

“Não te apiedes dos caídos! Eu nunca os conheci. Eu não sou para eles. Eu não consolo: Eu odeio o consolado & o consolador.” – Aleister Crowley, Livro da Lei, II 48

“Satanismo representa bondade para quem merece, ao invés de amor desperdiçado com ingratos!” – Anton Szandor LaVey



Uma bandeira tremula no mais alto pico das sociedades humanas. Uma bandeira branca como o pus de um ser putrefato, ostentada por centenas de seres esqueléticos que se apóiam uns nos outros. Esta bandeira medíocre representa o apoio total dado pelas massas a tudo o que é antinatural e o afogamento da Vontade de Potência. A bandeira chama-se “Piedade” e nela está escrito: “Fraqueza.”

A valorização da fraqueza é uma estrutura inerente às sociedades humanas tal como existem hoje, e contribui enormemente para a criação de um mundo onde a debilidade é uma virtude. Algo que nos leva a uma terra de valores que deveriam estar há muito enterrados, uma forca que nos conduz diretamente ao desprezível "Reino dos Fracos" no qual vivemos.

Esta sociedade, nivelando por baixo todas as classes de pessoas, sobrevive graças à terrível falácia da “igualdade de todos os homens”.  No lugar de terem as pessoas fortes e bem sucedidas como virtuosas e exemplos a serem seguidos, estes agrupamentos se elevam da mais baixa sarjeta e conclamam a todos que sustentem a fraqueza.  As pessoas fortes e bem sucedidas não são usadas como exemplos a serem seguidos, nem como marcos a serem superados. Antes disso, são os fracos que são apontados como referência que precisam de apoio para chegar ao nível da normalidade. A própria ascensão pessoal é assim atravancada e a pessoa deixa de olhar para o alto voltando seus olhos para o fundo do poço. Desta forma um nível constante de mediocridade é sempre mantido. O mito da igualdade de todos já perdura por muito tempo e seu resultado só se traduz em mediocridade, decadência e desprezo da força em prol da debilidade.

Partindo desta Lei dos mais Fracos surge um valor capaz de inverter toda a vontade de poder, um pensamento muito estranho de exaltação da fraqueza e que às vezes invade a mente do desavisado. É o pensamento conhecido como clemência e misericórdia. É o pensamento do perdão por pena. Ele acontece quando, por alguma infelicidade do destino, pegamos nossos inimigos de surpresa e a partir dai achamos que ele já teve o que merecia; mas o azar não deve ser confundido com justiça.

É de extrema importância nos lembrar que despertar clemência ou pena não revela sua superioridade, mas sim o poder de controle que o objeto que despertou sua piedade tem sobre você. Estes valores invertidos fazem de todo o ser forte obrigatoriamente um inimigo e de todo o débil um amigo por obrigação. Vamos pegar, por exemplo, um assassino: ele matou, mas fatalmente depois de um acidente ele fica imobilizado. Não podemos esquecer que este senhor nesta cadeira de rodas, antes de ser um inválido é um "assassino".

Não podemos nos deixar afetar pela condição atual de nosso inimigo, se agora ele está por baixo, aproveitemos então e nos lembremos que ainda é a mesma pessoa. A atual condição física ou mental do indivíduo não tem nada a ver com o caráter  da pessoa, protegendo o seu inimigo por pena você simplesmente estará contribuindo para a já tão dominante  "Lei do Fraco", onde fracos tem privilégios independente do seu caráter.

Para os dois lados da moeda assim como um cego assassino deve ser tratado com um assassino, um aleijado amigo deve ser tratado como amigo, não devem haver restrições. Um pai chega bêbado em casa e todo o dia bate e ofende sua esposa e seu pequeno filho, isto se torna uma rotina para a família. Mas os anos se passam e com eles passaram a juventude do pai. Agora ele é um velho caído e supostamente arrependido. Diabos! Ele judiou de sua família esses anos todos e agora só porque ficou velho e fraco implora pelo perdão. Isto é no mínimo um absurdo, a decadência do inimigo deve ser um sinal para o atacarmos e não para o esquecermos.

Irmãos e Irmãs! Derrubem o mito de que a fraqueza seja algo que deva ser respeitado. Ninguém deveria ser protegido dos efeitos de seus próprios atos, como querem os apologistas da incompetência que sustentam a bandeira branca da piedade. Não seja enganado pelo truque dos miseráveis, não proteja nem os fortes nem os fracos, proteja sim somente a ti mesmo e àqueles que merecem ser defendidos.




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