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Envolvimento Cognitivo

Manual do Satanista

Este é um artigo sobre Envolvimento Cognitivo, após sua leitura conheça nossa loja virtual.

- a importância dos símbolos-

Não basta uma boa intenção para executar um ritual e isso perturba muito dos novos praticantes que compram um Grimório como este e sem qualquer estudo ou preparação realizam um ritual ou outro para sua própria decepção. Isso os leva  a perguntar: “Porque temos que estudar os rituais antes de sua execução? “

A resposta a essa pergunta é; você não precisa, muitos aprenderam pelo sistema dito mais prático da tentativa e erro. Mas se não quiser como uma mosca bater inutilmente contra o vidro de uma janela em busca da saída, é extremamente aconselhável que todo um processo de estudo e intelectualização anteceda cada ritual. A Arte mágica é ante de tudo uma prática.  Nas palavras de Lord Ahriman: “Numa analogia meio crua, a pratica mágica e como receita de bolo: você pode copiar, inventar, mudar, criar, mas não pode prescindir de certas regras, senão nunca haverá um resultado.” A magia é portanto uma forma de arte, porque você se expressa de forma parecida com um artista, não basta seguir a receita, você tem que se tornar criativo, e beber da mesma fonte que inspira atores, poetas e pintores. Enfim, magia, deve ser trabalhada de modo intenso. Repetir uma prática mecanicamente não leva a nada, e necessário  um envolvimento profundo. A maior obra do mago e o auto-conhecimento, a  integração com si mesmo. Afinal, queira ou não, você e o seu próprio deus e como mago, é você que amolda e transforma a sua realidade.”

Você já sabe que cada cerimônia satânica consiste em um rito formal, um teatro pessoal de forte impacto. Durante todo o proceder o adepto manejará dezenas de signos verbais, visuais, aromáticos, audíveis e táteis com significados próprios. A soma total de cada um desses signos revela a natureza real do ritual que será impulsionado para a psique do executante pelas energias produzidas e dai tomará seu rumo para o universo onde se manifestará.

Os rituais que encontrará mais adiante neste e em outros livros estão imersos em grande simbologia. Há concordâncias e correlações entre eles e a psique humana. Como uma Esfinge, os rituais desafiam o adepto dizendo; "Decifra-me ou te devoro" e por isso é altamente sugerido que inicialmente se leia todo o roteiro de um ritual  e depois leia-o novamente parte por parte, pesquisando e se aprofundando em cada um de seus verbetes, metáforas e significações. Fazendo isso cada rito se tornará muito mais efetivo pois quando a hora de suas execução realmente chegar, tudo aquilo que estudou estará sublinarmente presente e preenchera seu inconsciente em poderosas manifestações.

Cada número, cada nome, cada ato, e o porque de certa ordem e de certa direção e todas as simbologias do ritual devem ser assimiladas até a axaustão antes da prática. Devem ser buscadas as traduções e as origens de todos os itens presentes - sempre. Isso porque quando fizer o ritual, o significado de tudo aquilo que você aprendeu saturará seu inconsciente com os significados que aprendeu, deixando o certamente mais efetivo e evitando que se torne um simples repetir mecânico de palavras. Quanto mais você se aprofundar nos signos presentes, mais significado inconsciente eles terão durante os rituais.

Fica aqui então um pequeno alerta: Não use este livro, nem qualquer outro grimório ou figura de autoridade como uma muleta, fazendo isso nunca aprendera a andar. Não se prenda nem se limite a ler somente este livro para entender os rituais. Pesquise, leia outras obras, medite, converse com alguém mais experiente, compare, relacione, mande cartas, escute histórias, pergunte e vá atrás das respostas. Como eu já disse em outra oportunidade, a estrada pelo inferno passa por uma biblioteca. Para criar e/ou praticar determinado ritual, uma das necessidades que existe é a impregnação da sua mente  co os conceitos adequados, de forma a dar vazão a carga emocional induzida, que possibilita a expressão mágica. O uso de símbolos ajuda a criar uma "atmosfera" propicia.

A Magia satânica é em sua essência a prática de levar ao Self um propósito especifico, assim é necessário que todo o templo esteja configurado de modo a atingir este propósito. Na bíblia satânica LaVey escreve que “Numa cerimônia é preciso criar um CLIMA propício ao objetivo desejado. Um exemplo: um rapaz vai se encontrar com uma moça. O que ele faz? Toma um banho caprichado, coloca um perfume, veste uma roupa e está pronto para a paquera? Não, após o banho ele tenta descobrir qual o perfume vai causar um efeito mais receptivo por parte da moça, qual a roupa vai deixá-lo mais sedutor, e, quando a encontrar, porá uma música suave, capaz de criar o ambiente desejado à sua conquista. Isto na verdade é uma espécie de ritual.”

Assim o satanista deve cercar-se de todos os recursos possíveis para que quebre a barreira da mente consciente e assim levar ao seu Sagrado Demônio Interior tudo aquilo que ele precisa. Eis um relato de Dion Fortune: “Examinemos um caso concreto de alguém que deseja servir-se de uma força belicosa. Ele teria que recorrer a uma cerimônia ao planeta Marte. Drapejaria seu altar com um tecido vermelho e ele próprio usaria uma túnica escarlate. Todos os seus utensílios teriam que ser de ferro e o seu bastão de força seria uma espada nua. Sobre seu altar colocaria cinco velas, pois cinco é o número de Marte. Sobre seu peito estaria o símbolo de Marte gravado num pentágono de aço. Em sua mão estaria um anel de rubi. ele queimaria enxofre e salitre em seu turíbulo. E então, de acordo com o trabalho em vista, invocaria o aspecto angélico ou demoníaco da Quinta Sephira, Geburah, a esfera de Marte. Invocaria o nome divino de Geburah, chamando o Deus das Batalhas para ouvi-lo, ou o arquidemônio da Quinta Morada Infernal. Tendo realizado essa poderosa invocação, ele se ofereceria então a si próprio no altar como o canal para a manifestação da força.”

Os significados pessoais de todos os elementos do ritual são mais importantes do que suas tradicionais relações cabalísticas. O satanista estuda de forma o mais abrangente possível inúmeros dados relacionados com a pratica e nesta fase, que e intelectual, a psicologia pode ajudar nos estudos de arquétipos. Os ensaios junguianos trazem luz a vários arquétipos e ensina inclusive, como se trabalhar com alguns deles. A programação neuro-linguistica possui alguns dados relevantes na consecução de algumas obras mágicas, apesar de não se referir explicitamente a magia, sendo que o mesmo ocorre em certos ramos da Psicologia.

Utilize então todas as correspondências estudadas e ponha-as em prática na hora do ritual. Por exemplo, se for invocar o Deus egípcio Thot e suas correspondências baterem com as minhas, você poderia estar usando um manto alaranjado, com artigos egípcios pelo local, símbolos que para ti representem o intelecto, incensos mercuriais , uma imagem esculpida ou desenhada do Deus ou Demônio em questão etc...   Quando uma Forma-Deus como Mercúrio, Belial ou Innana é usada em um ritual todos os aspectos relacionados com aquela forma são lançados na mente do satanista. Desta forma fica fácil entender porque figuras como o Nazareno, porta voz de toda a mentalidade escravagista e anti-natural dificilmente será usada nos rituais e porque buscamos usar formas que reflitam melhor o ser humano, como os demônios  e antigos deuses que a Igreja execrou nos últimos séculos

O satanista cria ou adquire os apetrechos mágicos que ira usar. Nem sempre e possível cria-los, já que demandaria certo conhecimento de ourivesaria, marcenaria, metalurgia e outros na fabricação de pedras, altar, espada e por ai vai. Confesso que nunca vi um curso especifico para a criação de apetrechos mágicos e nem sei se alguma ordem dispõe do mesmo. Nos famosos cursos esotéricos que pululam por ai, também nunca vi nada neste sentido. Contudo, o importante e sempre a comunhão do mago com o apetrecho, afinal este vai se tornar um dos modos de expressão daquele. O melhor parâmetro e sempre o próprio mago, pois ele vai buscar afinidade no que cria ou adquire, vai "namora-lo", por fim consagra-lo da sua maneira. Neste sentido, a psicologia explica que a exteriorização de objetos mágicos e uma espécie de projeção.

O Local e Ambientação onde o ritual será feito também e de grande importância subconsciente e portanto vital para o sucesso do processo. Como sempre é você que escolhe no final, porem, tente encontrar um local que crie um clima necessário. Para se fazer um ritual de destruição que tal um cemitério, onde existem lembranças atávicas aos montes para impulsionarem o poder que sairá de você.  É importante que o local tenha a ver com o objetivo; Ninguém pode fazer um ritual de auto-ajuda financeira no meio da sarjeta cercado de pobres e querer um bom resultado.

E obvio que, se você for criar e praticar determinado ritual, uma das necessidades que vai ter e a impregnação da sua mente de forma adequada, de forma a dar vazão a carga emocional induzida, que possibilita a expressão mágica. O uso de símbolos ajuda a criar uma "atmosfera" propicia. O mago estuda o que vai realizar. Neste sentido, desde logo  dou uma dica importante aqui: adquiram o Liber 777, de Aleister Crowley. Esta  obra relaciona inúmeros elementos mágicos, voltados para o arquétipo que  vai se trabalhar. Por exemplo, Afrodite, terá a pedra, a planta, o dia, a sephira ou caminho da Arvore da Vida, a carta do  Tarot e por ai vai.

Este proceder fortalecera o trabalho e consolidara a  "crença", pois o mago estará trabalhando com vários elementos. Mas nunca se esqueça que a associação mais importante é a sua e não a de qualquer outra fonte. Uma associação feita por outra pessoa, pode não ter o menor efeito para o satanista, por exemplo a cor amarela pode simbolizar apenas fogo e não pensamento como e comum na tradição hermética ocidental. Uma pomba, pode estar muito mais ligada a praga e a casos de doenças do que a um verdadeiro símbolo da paz e alguns elementos, como os planetas podem não trazer a menor associação ou  emoção a um mago urbano que não tem nos astros uma forte referencia.

O mesmo vale para os mitos. A energia das egrégoras, é superestimada por muitos magos. Ao menos que se esteja envolvido esta é uma força praticamente nula, visto que só é influente na medida em que se mergulha nela. Em contraposição, se o mago após um profundo estudo de si mesmo (e não de forma compulsória como fazem muitos magos modernos) simplesmente intuir, que dar cambalhotas e comer uma banana será um eficiente ritual de destruição, provavelmente seu inimigo estará em maus lençóis se ele com isso verdadeiramente canalizar sua energia do modo mais intenso e pessoal possível.

Contudo na criação de seus próprios rituais, muitos satanistas gostam de apelar para referências mitológicas, bíblicas, e não agem errado assim, pois constatarmos que uma idéia  atravessou os séculos quer dizer no mínimo que esta é uma idéia forte. Por este motivo, muitos satanista se dedicam a:

  • Estudar cabala, numerologia, e outras formas de correspondência esotéricas.
  • Aprender psicologia, historia e mitologia.
  • "Roubar" idéias e acrescentar a rituais próprios.
  • "Viajar" em diferentes visões de mundo.
  • Treinar ao raciocínio "pseudo-racional", intuitivo aliado ao racional, fazendo associações sem fundamento cientifico lógico entre elementos, pedras, etc, enfim , treinar e se acostumar a deixar a mente em  um estado propicio a criatividade espontânea a as associações intuitivas subjetivas.


Existem, infinitos arquétipos a serem usados, alguns magos preferem os de proveniência mitologia, outros os de personagens históricos. Contudo, como a magia vem do mago e não da forma especifica, podem ser usados até seres comprovadamente fictícios como os do Mitos de Cthullu escritos por Lovecraft no século passado, e presentes entre outros rituais do livro Satanic Rituals de Anton LaVey.

Lavey diz que “Toda e qualquer atividade intelectual deve tomar lugar antes da cerimônia, não durante”, com isso ele não só afirma a natureza emociona da cerimônia, como também demonstra a importância de uma certa intelectualizarão antes de iniciar o rito. Esta  intelectualização traduz-se em um aprofundado estudo do ritual em questão. Pois é alimentando o inconsciente de símbolos que poderemos atingir níveis mais profundos de nossas mentes de modo a fazer nossa magia funcionar.   A Construção do Templo satânico se constrói por dentro e por fora.




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