Monoteísmo Egoista
Manual do Satanista
Este é um artigo sobre Monoteísmo Egoista, após sua leitura conheça nossa loja virtual.
“E os outros deuses morreram? Morreram de rir, ao ouvir um Deus dizer que era único” – Friedrich Nietzsche
O satanismo não se satisfaz em simplesmente afirmar que Deus está morto. Ele quer dar três tiros no peito dos antigos deuses para ter certeza de que eles nunca mais se levantarão. Nos séculos passados as pessoas dedicaram suas vidas inteiras a Cristo, a Allah ou a Krishna, e simplesmente desperdiçaram o foco de sua atenção ao deus que brilhava em seus corações. Maldita seja a era das trevas que levou a sepultura milhares de deuses que jamais despertaram para sua condição divina.
Mesmo hoje a maioria das pessoas dedicam-se a tantas coisas diferentes que aquele que deveria ser o único a ser adorado fica obscuro como uma entidade menor de um vasto panteão. Existem mais deuses hoje do que nos tempos pagãos. Uns se dedicam ao exército, outros à política, outros à cantores populares. Uns se dedicam à Igreja, outros se dedicam a alimentar famintos que nunca vão lhe agradecer. Pessoas gastam seu precioso tempo e sua pouca energia para sacrificar tudo aquilo o que são em prol de deuses externos.
Alguns simplesmente não se dedicam a nada! Estas são as mais miseráveis, pois suas vidas não tem nada as lhe oferecer. Elas acordam sem saber porque, trabalham sem saber porque e assistem tv para não ter que pensar. Na maioria das vezes elas não percebem, mas se dedicam aos deuses obscuros da mediocridade. Contrastando com elas existem aquelas que colocam suas ideologias acima de tudo, incluindo acima de si mesmas! O cristianismo, o socialismo, o nazismo, o islamismo e mesmo o satanismo tornam-se fins em si mesmos com estas pessoas que colocam realidades conceituais acima de suas verdadeiras vontades. O satanismo é pela queda de todos estes antigos deuses para que um novo panteão humano surja daquilo que sobreviver. Todos devem cair e que não fique no trono ninguém senão o Self!
O satanismo ensina que todos estes deuses, sejam eles os modernos deuses da mídia ou os antigos deuses das florestas, são apenas imagens que usurpam o lugar sagrado de onde o deus interior deveria reinar. Sim, mesmo Jeová não passa de um reles ídolo de barro. Satã não pede adoração, ele somente aconselha que devemos amar a nós mesmos sobre todas as coisas. E amar a si mesmo, significa dedicar-se a si mesmo, de todo coração, de todo entendimento e com toda força de vontade. Não adoramos nem nos dedicamos a nenhum deus externo.
As pessoas parecem não perceber que invariavelmente acabam alcançando aquilo a que se dedicaram. Se você se dedica a um esporte você eventualmente acabará ficando bom nele. Se você souber investir numa mulher (ou num homem) invariavelmente ela ou ele acabará gostando de você. Adore um deus da morte e do sofrimento e você perderá toda a sua vida trancado numa igreja. Nós sabemos que Tiger Wolf, por exemplo, não nasceu sabendo jogar golf. Ele se dedicou a isso como ninguém. Ele amou o golfe, respirou golfe, e almoçou golfe vários anos de sua vida. É por isso que ele é o melhor no que faz. Outro exemplo é o do Van Halen, ele não é só o líder de uma banda, ele ama a sua música acima de todas as outras coisas, vive em função dela e quer que ela seja sempre melhor. Certa vez ele disse numa entrevista que na verdade dorme ao lado da sua guitarra só para poder acordar cedo e começar a tocá-la o mais rápido possível.
Fica claro então que dedicação é sinônimo de desenvolvimento na direção daquilo que adoramos. Conscientes disso os satanistas buscam se dedicar somente a seus próprios sonhos, sempre na intenção de elevar à máxima potência seu poder de realiza-los. A dedicação é condição sin equa non para se alcançar a excelência em qualquer aspecto que desejemos. Fica claro então deduzir o que acontece quando você mesmo é o foco de sua dedicação 24 horas por dia em nunca se trair ou prestar oferendas a deuses alienígenas.
Mesmo quando prestamos homenagem a alguém ou a algo exterior o fazemos com segundas intenções. Se nos dedicamos a uma carreira, é porque ela nos realiza em primeiro lugar. Quando amamos um alguém, fazemos isso porque nos sentimos bem. Quando nos dedicamos aos prazeres da carne, fazemos isso porque nos agrada, pois todas as regalias do mundo não são nada senão oferendas ao Self. Todo sacrifício que não for feito ao deus interior é um sacrifício imundo.
Esse amor e dedicação a si mesmo refletem-se em um culto constante à nossa própria pessoa e em um genuíno comprometido com a realização de nossos próprios sonhos. Quando isso acontece os antigos deuses já não existem mais. Toda indulgência torna-se então um ato de comunhão e todo passo rumo à verdadeira vontade uma sagrada peregrinação. É por isso que o satanista pode parecer um ateu na sociedade corrupta de hoje mas é na verdade o mais excelente dos monoteístas. Este é o monoteísmo egoísta; que não haja senão um único deus: você mesmo.
