O Conto do Vigário
Manual do Satanista
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“Que lucro não nos trouxe esta fábula de Cristo!”. – Papa Leão X
“Para os cristãos, o problema da existência de Jesus Cristo concerne à fé, e não à história.” – Papa Pio XII
“A razão deve ser destruída em todos os Cristãos.” – Martinho Lutero
Sim meus amigos, Jesus Cristo, o nazareno que morreu pendurado numa cruz e depois voltou à vida, o filho sobrenatural de uma pomba com uma judia é na verdade a maior mentira da história da humanidade e não passa de uma grande farsa criada com o intuito de centralizar o poder na mão de alguns poucos e submeter a vontade e a liberdade das massas por meio de ideais reativos e anti-naturais. É incrível como as pessoas têm dificuldade em enxergar os absurdos que lhes são contados.
Hoje em dia, a mentira já foi tão difundida que milhares de livros foram escritos sobre um alicerce inexistente, centenas de ordens foram fundadas sobre a falsidade e multidões inteiras são iludidas e manipuladas. Os historiadores sérios que buscam divulgar a verdade são condenados ao ostracismo e são poucos aqueles capazes de afirmar com todas as letras o fato que há muito tempo já tem sido oculto de todos o fato de que não só Jesus nunca foi este super-herói capaz de multiplicar a comida e andar sobre as águas, como no fundo ele nunca existiu nem sequer como carpinteiro.
A figura mitologia de Jesus é uma mistura decadente criada em cima da lenda do Deus Sacrificado, adaptada para a realidade ocidental e recheada de conceitos da covarde metafísica platônica. A história do “Evangelho” de Jesus não é uma descrição histórica de um mestre que de fato existiu e andou sobre a terra há cerca de 2.000 anos. Toda a fé cristã trata-se na verdade de uma fabula maquiavelicamente forjada sobre o cadáver de outros mitos solares e ornamentada com uma mistura da doente religião hebraica e de elementos da figura histórica de Crestus.
Há um silencio absurdo entre os historiadores contemporâneos da suposta história, e isso é ainda mais estranho em se tratando de um conto tão fantástico como é o de Jesus Cristo. Não há qualquer menção à controversa e barulhenta figura de Cristo nos documentos deixados por quaisquer um dos historiadores do período, e isto inclui homens de peso como Plínio o Velho, Sêneca, Juvenal, Apuleio e Fílon de Alexandria, todos sempre interessados em registrar movimentos sociais e diferenças teológicas do conturbado momento histórico. Não há também qualquer registro sobre Jesus entre historiadores judeus e árabes, ambos profundamente ligados ao pseudo-evangelho. O historiador que buscar Jesus em seu período histórico encontrará um grande vazio aterrador tanto no Sinédrio de Jerusalém como nos registros de Poncio Pilatos.
A única exceção a regra parecia residir em um pequeno parágrafo dentre os registros de Flávio Josefo, um historiador judeu do século I. Mas mesmo esta pequena menção é posta em cheque e parece se tratar de uma farsa medieval de algum copista forjando provas sobre a Existência do Mitológico Cristo. O registro só foi aparecer na idade média após séculos se ansiedade de algo que desse crédito à fé das pessoas, mas Flávio Josefo nunca poderia falar de alguém que nunca existiu. Esta edição dos textos do historiador judeu foi sugerida por Voltaire em seu Dicionário filosófico e finalmente comprovada por Hainchelin por meio de sua crítica comparada em “As Origens da Religião.”
Mesmo assim, sem quaisquer provas ou documentos históricos autênticos ou evidências arqueológicas a existência de Jesus Cristo é ensinada nas escolas e de pai para filho como uma verdade incontestável, mas o fato é que quando analisamos a questão livre de pré-julgamentos fica-nos mais do que claro que Jesus Cristo é somente uma entre tantas mitologias, e, sendo tão irreal como qualquer outro personagem de contos e narrativas, o carpinteiro de Nazaré deveria ser reconhecido como a ficção que realmente é, e tratado como tal. A narrativa de Jesus pode ser encontrada em muitas tradições mitológicas anteriores. Como uma colcha de retalhos, a história de Jesus Cristo, foi tecida por seus criadores que utilizaram as mais diversas fontes para criar a mentira que lhes era ideal.
Buda, Zaratrusta, Osíris, Jao, Thor, Hercules, Zoar, os nomes são muitos e todos eles antecedem em muitos anos a fabula de Jesus. Se fôssemos expor todos os mitos solares usados, transcenderíamos o escopo deste capítulo e de todo o livro para citar cada um deles. No entanto citaremos dois dos casos mais evidentes a saber Krisna e Mitra, deixando para a pesquisa individual, que não será difícil, a descoberta de outros fatores que contribuíram para esta insana mentira.
O mito do evangelho é uma copia dramática da história do Krishna indiano. Podemos dizer que Krishna também nasceu de uma virgem, era deus, homem e pastor, era a Segunda pessoa da trindade, realizava milagres e prodígios e morreu pendurado em uma arvore para então subir aos céus. Acontece que o mito de Krishna data de no mínimo 4.000 anos antes do de Cristo, então por que dar mais crédito a uma edição do que para a fábula original?
Caso ainda mais semelhante é o de Mithras, o deus sol da pérsia. Seiscentos anos antes do mito de Jesus, Mithras nasceu de uma mulher imaculada no dia 25 de dezembro, era também deus, homem e pastor, teve 12 discípulos, executava milagres e prodígios, foi enterrado e após três dias ressurgiu dos mortos, sendo que este retorno era comemorado rodos os anos no mesmo período que hoje se celebra a páscoa. Entre seus títulos figurava “O Bom Pastor”, “O Caminho, a Verdade e a Luz”, “O Messias”, “O Redentor”, “O Salvador”. Era ainda identificado tanto como leão como cordeiro e tinha no Domingo o seu “Dia do Senhor”.
Além dos dois exemplos acima, existem dezenas de narrativas ancestrais onde a fabula de Cristo é em muito superada e antecipada. Os mitos são similares e por vezes até idênticos, não simplesmente porque influenciam um na formação do outro, mas porque são baseados no movimento do Sol pelos céus. Os 12 discípulos, sempre presentes, são as 12 casas do zodíaco. 25 de dezembro nada mais é do que o dia em que o astro recomeça sua jornada ao norte. Citando Acharya S, em “As Origens do cristianismo e a busca do Jesus Cristo Histórico”:
“O sol ‘morre’ por três dias em 22 de dezembro, o solstício do inverno, quando pára em seu movimento para o sul, para nascer outra vez em 25 de dezembro, quando recomeça seu movimento para o norte. Em algumas áreas, o calendário começava originalmente na constelação de Virgo, e o sol conseqüentemente ‘nasceu de uma virgem’. O sol é a ‘luz do mundo’. O sol ‘vem em nuvens, e cada olho vê-lo-á’. O sol que levanta-se na manhã é o ‘Salvador da humanidade’. O sol veste uma corona, ou ‘coroa dos espinhos’.
Além dos mitos solares um dos principais ingredientes da fabula de Cristo é a figura histórica de Crestus, este sim devidamente comprovado por documentos históricos contemporâneos, mesmo tendo antecedido em um século a narrativa de Jesus. Crestus foi um judeu radical e um agitador político posteriormente idolatrado em Alexandria semelhante ao que hoje acontece com a figura de Che Guevara. Liderando os Essênios a figura de Crestus foi forçosamente ligada à de Jesus pelos historiadores cristãos dos séculos posteriores, mas as duas figuras estão não só cronologicamente distantes como possuem linhas de pensamentos distintas. Crestus nunca se preocupou com a ressurreição corpórea, e este não era um tema normal para os Essênios. Seus seguidores não eram adeptos da Torah, de suas histórias e escatologia, entre tantas outras diferenças.
Como visto são muitas as fontes que deram origem a esta grande farsa que já há muito se perpetua. O primeiro evangelho só foi escrito praticamente sessenta anos após a data em que a história teria se desenrolado. E a Bíblia só foi compilada no século IV d.C, por São Jerônimo, que a traduziu do hebraico e do grego para o latim, ficando conhecida como editio vulgata (edição Popular), apenas no século VIII foi aceita como por Carlos Magno como o texto oficial e completo da Bíblia e impressa pela primeira vez em latim no ano de 1455. Deve-se ainda Ter em mente que em todos estes anos os perpetradores da mentira promoveram a ignorância e o analfabetismo de modo que, por séculos e séculos, seus documentos poderiam ser livremente editados e corrigidos sem quaisquer críticas. Poucos foram os que questionaram seus ensinamentos. Somente poucos pagãos eruditos e sacerdotes dissidentes lançavam uma luz em toda esta falsidade. Foi Tertuliano, bispo do Cartago, que admitiu em suas cartas as origens da narrativa de Jesus Cristo ao dizer: “Vocês dizem que nós adoramos o sol, mas é também exatamente isso que vocês fazem”.
A falsificação de seus textos sagrados foi uma prática bem comum durante os primeiros séculos da igreja, e as provas são as diferentes versões de um mesmo documento que podem ser encontradas adulteradas dependendo dos interesses da época. Certos grandes nomes sacerdotais foram inclusive acusados por seus próprios pares de serem descarados mentirosos que escreviam a toda necessidade seus próprios mitos sobre o que Jesus teria dito e feito em seu período na terra.
No entanto as maiores invenções e mentiras ocorreram após o Concílio de Calcedônia em 451 quando o Papa Leão I, o Magno, decidido a dar fim a confusão de versões que desnorteava a religião católica resolveu que os vários líderes das facções religiosas deveriam se unir para criar uma versão oficial da mentira. Foi nesta época que o Papa, propôs “um Líder que fosse de grande projeção” que pudesse centralizar os diversos contos e narrativas em uma única figura. O Tomo Flaviano foi então escrito, contendo pela primeira vez as farás consensuais dos diversos líderes para uma religião universalmente mentirosa. Neste corrupto concílio, vários nomes foram propostos, entre eles, Abraão, Moisés, Saul, Samuel, David, Salomão, Elias, João Batista, Jesus, Paulo, Mateus, Marcos, Lucas e João Evangelista. O consenso indicou o nome de Jesus, por ser este o Líder Mor tal como ensinado pela maioria.
Até aquele ano, 451 a igreja ainda tinha poucas definições sobre Jesus, herdadas dos poucos concílios anteriores e das ficções e mentiras do Bispo Euzébio de Cesaréa e de São Jerônimo, ambos apenas um século e meio mais velhos do que os bispos do doentio concilio. Jesus era ainda somente mais um personagem Bíblico ao qual os evangélicos canônicos e apócrifos faziam referências, sem nenhum grande destaque de notoriedade. Não existiam nos evangelhos os episódios de curas e milagres nem sugestões de que Jesus era o filho de Deus, ou o próprio Deus. Somente dois séculos mais tarde em 681, o Papa Agatão, expediu uma encíclica no Concílio de Constantinopla III, onde definia os rituais e os dogmas, que deram a natureza divina a Jesus Cristo. Neste momento foi necessária a reformulação de toda a literatura evangélica para “interpolar” o conteúdo da decisão tomada pelos bispos do Concílio anterior. A mentira foi então finalmente institucionalizada.
Portanto, o Cristianismo já é corrupto em suas próprias bases. Como se sua filosofia de valorização da fraqueza, da negação do mundo e sua metafísica covarde baseada no ressentimento já não fossem por si só absurdas o bastante para serem repudiadas por qualquer pessoa sensata, o desvelar da verdade histórica é mais do que evidente para aquele que honestamente se dedica a seu estudo. Como registrou Marcelo Motta, em sua Carta à um maçom: “Não há nenhum ‘Jesus, Filho Único de Deus’ para ser adorado; e quaisquer pessoas que afirmem o contrário ou estão enganadas ou estão enganando”.
E o que nos trouxe toda esta mentira? Séculos de repressão aos nossos sentimentos naturais e de atraso nos avanços da ciência. Guerras intermináveis pelo nome de algo que nunca foi real. Fogueiras, medo, cruzadas, valorização de tudo o que é fraco e desprezível e tribunais eclesiásticos. Não podemos então permitir que ensinamentos baseados na farsa norteiem nossas ações. Não podemos permitir que um engodo histórico, criado por um punhado de líderes mal intencionados da idade média tenha qualquer autoridade sobre nossas mentes, nossas consciências e nossas próprias vidas. Os alicerces do antigo templo foram derrubados e não podemos sustentar mais nenhuma idéia ou emoção que seja baseada nesta falha central. Já é hora de abandonarmos a maior farsa da história. Salvem-se da mentira que é Jesus!Ninguém merece
Falar nisso Satan deve mentir muito bem, até os cristãos acreditam nele...

VCS SÃO MENTIROSOS